A convidada de nossa conversa é Andressa Ce: editora, pesquisadora e professora de fotolivros, e também criadora do “Histórias nem tão reais”, um projeto autoral multimídia em que ela e seus heterônimos são e criam ficção. Conversamos um pouco sobre a intimidade de Andressa com o mundo dos trabalhos impressos, suas produções próprias e também sobre o estado da fotografia atual.
Gian Chumer: Pra começar, queria saber como começou sua relação com a fotografia. Em que momento você a encontrou e como ela impacta em sua vida?
Andressa Ce: Eu acho que penso em duas formas para responder essa pergunta. Existe a relação que eu criei de consumir imagens, que começou logo cedo porque meu pai filmava e fotografava bastante (especialmente nos meus aniversários). Eu logo passei a me apegar neste ritual de vê-las depois, porque era uma forma de reviver aquilo que nem sempre eu tinha fixo na minha memória. Daí existe a relação que eu criei em produzir imagens. Isso eu acredito que esteja completamente ligado à internet (que comecei a usar mais ativamente aos 11,12 anos de idade). Digo isso porque acho que no icq, msn, orkut, foi lá que emoticons, emojis viraram forma de comunicação através de imagem. Entender que era possível transmitir pensamentos e sentimentos sem texto começou assim.
Gian Chumer: Como você enxerga a importância de trabalhos impressos numa fase muito digital da fotografia, e como você percebe a diferença de dinâmica quando uma fotografia está no papel junto com outras e quando está somente em um portfólio digital?
Gian Chumer: Como você enxerga a importância de trabalhos impressos numa fase muito digital da fotografia, e como você percebe a diferença de dinâmica quando uma fotografia está no papel junto com outras e quando está somente em um portfólio digital?
Andressa Ce: Eu sinto que tornar impresso é tornar concreto. Falando em fotografia, o digital é matéria prima, processo criativo. O impresso é objeto final. Devido aos custos, acredito que isso acaba naturalmente tornando o impresso seleto. Anteriormente a fotografia era muito eita na captação. Hoje em dia é na edição. Dito isso, sou uma grande consumidora de material digital. Acho essencial para a propagação e acesso a projetos que estão distantes geograficamente e não podem ser fruídos no físico. Vídeos de fotolivro eu acho que são importantíssimos para promover o acesso às obras (que geralmente tem tiragens pequenas), e utilizo muito em aulas, porque apesar de não ter o toque, cheiro, textura, dimensão, ainda tem o sequenciamento, a seleção de imagens, as imagens.
“Uma das características mais fortes da fotografia eu acho que é ela ser tão aberta à interpretações. O texto pode ser objetivo, a fotografia é mais fenomenológica”.
Gian Chumer: Eu sempre acredito que a edição é a parte mais essencial de qualquer projeto. Tenho a ideia de que num sequenciamento de projeto gráfico, por exemplo, é necessário muitas vezes abrir mão de nossas fotos preferidas, e que por consequência fotos que não nos encantam tanto quando estão sozinhas podem acabar fazendo muito sentido no contexto da narrativa como um todo. Como é equilibrar esse aspecto da edição, seja em um projeto autoral ou trabalhando com outros fotógrafos?
Andressa Ce: A questão principal é essa mesmo que você falou: o apego. O que eu sempre falo pros autores e alunos é que é importante ter em mente que aquele não precisa ser o seu único trabalho da vida. Que é possível guardar uma imagem para utilizar em um projeto em que se encaixe de fato, e não ficar forçando apenas porque individualmente ela é bacana. Outra coisa que precisa se ter em mente é que o trabalho artístico pode partir de uma realização/inquietação pessoal/individual, mas quando se torna um produto que pode ser adquirido (livros, prints), ele automaticamente precisa se comunicar com as outras pessoas. Um fotolivro precisa ser pensado de forma que seja um meio para esta comunicação acontecer, e isso se torna muito difícil quando o autor está pensando apenas no que ele gosta e compreende. Por isso é tão importante mostrar o trabalho em processo para outras pessoas, participar de grupos de estudo com discussão de projeto.
Confira mais do trabalho de Andressa em: @ce.andressa no Instagram ou www.historiasnemtaoreais.com
Gian Chumer: Gostaríamos de falar um pouco sobre o seu livro, “Um dia seremos famosos e nada disso vai importar”. A primeira coisa a se falar é que sou um grande fã do título. Eu amo títulos longos assim, e pelo o que vi do projeto, ele sintetiza bem demais o que é exposto no livro, sem ser algo óbvio. Como foi o processo de chegar neste nome? Entendo que nomes de projetos são muitas vezes bichos de sete cabeças, e pelo menos na minha experiência, parece que os títulos sempre vêm quando a gente menos espera!
Andressa Ce: Este livro não foi pensado antes de ser fotografado. Eu já trabalhava há quase cinco anos produzindo apenas como meus heterônimos, daí decidi que queria entender o que eu, como Andressa, gostaria de fotografar. Criei uma conta nova no instagram e propus que sempre postasse um tríptico, para treinar edição. Depois de um ano resolvi transformar esse conjunto de imagens em um livro. E foi reorganizando os trípticos em duplas ou imagens soltas, selecionando, descartando e sequenciando que fui entendendo do que eu estava falando. E muito tinha a ver com as pessoas que eu estava retratando, meus amigos, a maioria artista emergente ansiando pela realização profissional, por ser famoso. Me lembrei então de um filme que amo e chama "Os famosos e os duendes da morte", sempre gostei que era um título longo. Daí fiquei criando possibilidades e achei que "um dia seremos famosos e nada disso vai importar" era esperançoso e melancólico ao mesmo tempo.
foto : Ella A.
Gian Chumer: É muito interessante olhar pra uma plataforma como o Instagram por esse lado, como um campo de teste e treinamento. Sinto que muitas vezes existe uma necessidade do fotógrafo ou fotógrafa de divulgar sua imagem, de fazer parte do algoritmo, e em alguns casos a produção de um corpo de trabalho pode ser prejudicada pela necessidade de estar sempre postando. Você acha que o processo de “guardar imagens” e focar em uma produção mais individualizada auxilia em algo?
Andressa Ce: Nunca pensei sobre isso, mas acho que postar uma imagem não a torna menos valorosa para um futuro trabalho. Até porque no contexto de rede social vai ter um impacto completamente diferente do que se depois a imagem vier a fazer parte de um livro, por exemplo. Na verdade, eu até sou a favor de artistas fazerem coisas como exercícios, e postar pode ser um exercício. Eu acho que a arte se torna enfadonha quando tudo que a gente faz precisa ser final, obra.
Gian Chumer: Eu achei ultra interessante e muito muito boas as associações que o livro faz na divisão de páginas. Muitas das escolhas de combinação, junto com as fotos na página inteira, me impactaram bastante! Como foi este processo para você? Essas associações vieram de bastante raciocínio ou de sentir que faziam sentido juntas? Pessoalmente, a que mais me marcou foram as páginas em que vemos, na esquerda, uma pessoa deitada de bruços e, na direita, um unicórnio de brinquedo. Minha mente foi pra várias associações, e o que acho interessante do projeto é justamente isso: o “assunto” de cada fotografia, e também da sequência, me parece nada explícito, ajudando a criar uma experiência individual pra cada observador - principalmente para a geração que é retratada no livro. O que você pensa sobre essa questão, tanto do significado das imagens, quanto das diversas interpretações que elas podem render?
Andressa Ce: Eu acredito que para este livro o principal condutor da edição foi cromático. Quando eu estava fotografando pensando no post triplo do instagram, foi o método mais prático que pensei para criar unidade. Daí, quando passei a pensar o livro, utilizar isso como base foi natural. Depois que eu terminei de editar no computador eu tive que colocar tudo de volta no papel para poder verificar a cadência das cores. Para além disso, as relações entre as duplas partiram muito do sensorial mesmo. Uma das características mais fortes da fotografia eu acho que é ela ser tão aberta à interpretações. O texto pode ser objetivo, a fotografia é mais fenomenológica. Então eu logo entendi que o que funciona melhor em trabalhos fotográficos é menos sobre contar como as coisas aconteceram e mais sobre criar uma ambientação e pistas que direcionam o assunto. A coerência do universo dentro do livro permite que, independente da interpretação do leitor, uma mensagem seja passada (aceitando o autor que ele não tem controle algum sobre qual mensagem será).
foto : Ella A.
Gian Chumer: Você toca em um ponto muito interessante, justamente a questão do “sentido” de uma fotografia, ou até de outros meios expressivos, como nas artes plásticas. Vemos se estender há décadas esse debate sobre qual seria o “sentido” de uma obra e, sobretudo, sobre quem cai a responsabilidade de atribuir esse sentido. Concordo totalmente quando você menciona sobre a fotografia ser mais fenomenológica, e em minha experiência fotografando, consigo enxergar essa ambiguidade já no processo de captação das imagens. Muitas vezes eu tiro uma foto e realmente não sei o porque tirei, ou mais, o que eu desejo alcançar com aquilo. Como você enxerga seu processo de fotografar nesse sentido? (É algo mais pensado, algo mais instintivo, uma prática constante ou de períodos?) Vejo a fotografia muito como algo particular, então entendo que não há receita!
Andressa Ce. : Antigamente eu me propunha bastante a sair para fotografar. Acho que porque utilizava mais câmera fotográfica, e eu precisava escolher sair com ela. Na época que eu produzia as coisas da Sam Terri, existia a coisa de chamar as pessoas para posar, fazer um ensaio mesmo. Da Ella era meio que "tô indo pro meio do mato, então deve ter coisas que a Ella se interesse lá". Depois comecei a usar muito mais o celular, e por isso acabou se tornando mais questão de ocasião. Mas é mais difícil essa ocasião rolar quando estou em São Paulo, costumo fotografar mais quando viajo.
Gian Chumer: Como é o processo de editar pra alguém contra editar um projeto de sua autoria? Imagino que por ser a autora das fotos, exista um peso maior em o que inserir e o que deixar de fora.
Gian Chumer: Como é o processo de editar pra alguém contra editar um projeto de sua autoria? Imagino que por ser a autora das fotos, exista um peso maior em o que inserir e o que deixar de fora.
Andressa Ce. : Eu costumo ser bastante desapegada com minhas imagens. Eu acho que como comecei editando o trabalho dos meus heterônimos, ficou mais fácil, mesmo com o meu trabalho, de pensar em terceira pessoa. Eu sou até um pouco radical em arrancar fotografias fora se elas desviam mesmo que pouco da linha proposta. Por exemplo: às vezes o assunto da imagem até conversa com as outras, mas a paleta de cores ou luz está completamente fora (e não tem como corrigir no tratamento), daí tem que sair. Eu acredito que tem algo de autoral também em editar o trabalho dos outros. Para além de selecionar e sequenciar fotos, existe um papel de discutir e avaliar se o discurso do autor está alinhado com o que está sendo apresentado. Muitas vezes no processo se muda o argumento, se descobre que na verdade o transmitido é outra coisa diferente do que pensado inicialmente. O título do trabalho pode deixar de fazer sentido, o projeto pode ser dividido em dois, pode ser que o autor tenha que voltar ao acervo para buscar outras coisas, pode ser que o autor tenha que voltar a fotografar.
foto : Andressa Ce.
foto : Sam Terri
Gian Chumer: É muito legal o processo que se cria quando há esse compartilhamento de ideias, nesse caso, o autor como produtor do conteúdo e você guiando o processo. Em uma resposta anterior, você também menciona a importância de participar de grupos de estudo e discutir o projeto. Percebo que às vezes a fotografia, nesse sentido, é tratada de maneira distinta de outras formas de produção artística. Quando analisamos um período da história da Arte, por exemplo, é essencial que se compreenda o contexto em que a obra foi criada, e o contexto quase sempre envolve outros criadores. Nessa linha, você enxerga necessidade de mais troca entre os produtores da fotografia, principalmente no Brasil? Sinto que ainda há muito espaço para uma criação de uma comunidade mais forte, mesmo com algumas instituições fazendo um trabalho legal pra fomentar isso.
Andressa Ce. : Curioso você falar isso, porque sinto que a fotografia tem um espaço bom de discussão. No Brasil se consome (financeiramente) pouca fotografia, mas se discute bastante. Digo isso porque temos uma boa cultura de festivais dedicados especificamente à fotografia. Acho que das artes visuais a única outra que tem tanta variedade de festivais assim é o cinema (posso estar enganada...) Festivais como o Foto em Pauta já estão aí há muitos anos. O Solar, em Fortaleza, é incrível. Fora os festivais menores. Em São Paulo ainda mais, inclusive núcleos diferentes que curtem linhas distintas de fotografia (entusiastas do analógico, fissurados em fotolivro, galera do documental). Vários grupos de estudo também (inclusive eu tenho um hehe). A Lovely House sempre tem lançamentos de livros com conversas totalmente gratuitas. Recentemente o pessoal da Goma abriu um clube de discussão de fotolivro também de graça. Acho que o que falta mais é financiamento, para que as iniciativas consigam remunerar bem as pessoas, porque sinto que muito acaba acontecendo na vontade mesmo.
Gian Chumer: Outra coisa que acho super interessante, e muito bem feito, é o projeto que você também faz parte, Histórias Nem Tão Reais. Consumi muitos dos conteúdos do blog e do YouTube, e achei muito interessante a ideia de heterônimos pra passar a ideia do projeto (e ainda mais estes heterônimos em conversa com você). É interessante isso pensando especificamente sobre a presença digital das pessoas, sejam fotógrafos, artistas, escritores ou só usuários da rede social. Como você enxerga a atual situação da questão da identidade pessoal na internet? É possível falar que alguém ali é realmente “alguém”, ou se torna quase uma identidade exclusivamente virtual? Pergunto isso porque a ideia da voyeur mag, nossa revista, foi justamente de mostrar as pessoas por trás dos processos e trabalhos criativos, então seria legal saber como essa presença é sentida por outros criadores!
Andressa Ce. : Acho que talvez na internet a gente tenha acesso a como a pessoa se expressa, não necessariamente como ela é. Não acho que necessariamente isso seja ruim, mas pode ser porque eu adoro uma ficção.
foto : Sam Terri
“Acho que talvez na internet a gente tenha acesso a como a pessoa se expressa, não necessariamente como ela é. Não acho que necessariamente isso seja ruim, mas pode ser porque eu adoro uma ficção.”
Gian Chumer: Como mencionei, a nossa revista nasceu da vontade e do interesse em mostrar pessoas, mesmo. Sendo assim, você têm alguma referência/pessoa que admira no mundo da fotografia e arte que acha que seria legal compartilhar com a gente? Pode ser algo que te inspirou em tempos recentes, uma pessoa próxima ou até alguma referência que não seja do campo artístico!
Andressa Ce. : Minha maior inspiração é a Sophie Calle. Parece que ela vive a vida dela para ter histórias para contar, e eu acho isso lindo. Até o nome do "Histórias nem tão reais" veio de um projeto dela que chama "Histórias reais". É um livro em que ela mistura fotografia e texto para contar umas histórias absurdas que ela viveu. O lance é que fica a dúvida se essas histórias são mesmo reais, ou se ela inventou um pouquinho. Daí no meu caso, eu resolvi brincar que eu ia contar histórias nem tão reais (e não tão fictícias). Joan Fontcuberta também é alguém que admiro muito pela habilidade que ele tem de inventar histórias capazes de fazer as pessoas quererem acreditar em uma mentira. Gosto de artistas divertidos que não se levam super a sério. Aliás, posso citar também Martin Parr, um cara legal.
Gian Chumer: Na sua página do Instagram, você tem dois “quadros” recorrentes: “Dos fotolivros que queria ter” e “Dos fotolivros que fiz”. Poderia nos contar um pouco mais sobre o que levou à decisão de fazer esse trabalho mais informativo? É um formato muito importante, que bota usuários da rede em contato com esses projetos de maneira mais democrática e facilitada. Também casa com o seu trabalho como professora! Há um curso que vai ocorrer em breve, certo? O que pode nos falar sobre?
Gian Chumer: Na sua página do Instagram, você tem dois “quadros” recorrentes: “Dos fotolivros que queria ter” e “Dos fotolivros que fiz”. Poderia nos contar um pouco mais sobre o que levou à decisão de fazer esse trabalho mais informativo? É um formato muito importante, que bota usuários da rede em contato com esses projetos de maneira mais democrática e facilitada. Também casa com o seu trabalho como professora! Há um curso que vai ocorrer em breve, certo? O que pode nos falar sobre?
Andressa Ce. : Já fazia muito tempo que eu queria fazer resenha de fotolivros, mas eu nunca sabia exatamente qual a forma que funcionaria para mim. Tentei escrever, tentei vídeo no youtube... Nada passou da segunda ou terceira resenha. Daí esse ano quando eu estava no festival de Tiradentes, trabalhando na Lovely House, expliquei pra um amigo sobre alguns livros que a gente tava vendendo e ele falou que eu devia falar sobre eles na internet. Foi só então que eu pensei que poderia fazer em formato de vídeo curto. Eu acho que faz muito sentido para mim porque me leva a ir mais a fundo nos livros, estudar mesmo. Eu sinto também que fotolivro ainda é um tema pouco explorado no Brasil (apesar de ter crescido muito nos últimos anos), e gosto de pensar que de alguma forma pode ajudar com a formação de público, além da divulgação de projetos. Além de que gera uma movimentação para divulgar tanto meu trabalho como editora quanto como professora. Eu tenho um curso semestral chamado Fotolivro: caos e criação. É longo, são 15 aulas. Estou com inscrições abertas para o próximo semestre. Turmas presenciais em São Paulo e online. O objetivo é que o aluno transforme um conjunto de imagens em um boneco de fotolivro. São aulas teóricas combinadas com discussão dos projetos, para que o aluno não só desenvolva seu trabalho, mas entenda os processos editoriais, crie bagagem de referências e troque com os outros alunos.
“temos cada vez mais pessoas querendo produzir, trocar, aprender sobre. Está chegando em mais gente, isso é incrível!”
Gian Chumer: Como conclusão, gostaríamos de perguntar uma visão que você tenha sobre o futuro da fotografia. Como você enxerga a produção de trabalhos autorais, especialmente os impressos, nos próximos anos? Se quiser, também pode passar alguma mensagem pra nossos leitores!
Andressa Ce. : Acredito que estamos entrando em um período complexo, falando de fotolivro, que é o que eu entendo. Por um lado, temos cada vez mais pessoas querendo produzir, trocar, aprender sobre. Está chegando em mais gente, isso é incrível! Por outro, os insumos estão cada vez mais caros e a cada dia parece mais inviável materializar projetos editoriais. Os orçamentos das gráficas beiram o bizarro. Daí o preço de venda do livro se torna impossível para o público, e o autor não consegue nem recuperar o investimento, ainda menos ter algum lucro. Meio baixo-astral terminar este papo assim, né? Então gostaria de terminar dando a dica do maravilhoso canal do youtube do Rafael Bosco Vieira. Ele posta vídeos folheando os fotolivros da biblioteca dele (gigantesca e com muita coisa boa). Tem também a base de dados de livros de fotografia (livrosdefotografia.org), ótimo espaço para pesquisar fotolivros brasileiros. Quem sabe aumentando o público consumidor, a gente consiga que role mais fomento para esse setor e mais livros sejam possíveis. ;)
foto : Ella A.
foto : Ella A.